O Meio Ambiente de cada dia

5 junho 2013

5 de junho, você já deve saber. É o dia mundial do meio ambiente. E de onde veio essa data?

A data foi criada pela ONU em 1972, para marcar a abertura da Conferência de Estocolmo. Esse evento deu o ponta pé inicial para o debate sobre o uso dos recursos naturais pelo homem, além de alertar que grande parte destes recursos não são renováveis. Nesse mesmo dia, foi criado o Programa Ambiental das Nações Unidas - PNUMA, considerado um dos principais programas, tem o objetivo de coordenar as ações de proteção ao meio ambiente e de promoção do desenvolvimento sustentável.

Mas do que adianta ter uma data certa para comemorar o meio ambiente, se a gente não pensar nesta relação todos os dias? Você já parou para refletir quais as ações que você pratica na sua rotina que são realmente eficazes para ajudar a preservá-lo? Seguindo essa linha, o IBIO preparou para você um pequeno guia de práticas sustentáveis começando com atitudes simples que podem desencadear uma cultura sustentável entre familiares, vizinhos e amigos.

Como todos sabem, uma boa educação começa dentro casa, por isso indicaremos como é possível levar uma vida mais sustentável utilizando de forma racional os  recursos naturais e energia:

*Na hora de escovar os dentes, tomar banho e lavar louças feche a torneira nos momentos em que a água não é necessária e mantenha o chuveiro elétrico na temperatura “verão”.

*Se for reformar ou construir, tente utilizar madeiras certificadas e materiais reciclados ou reaproveitados.

*Jamais jogue lixo nas ruas ou em locais não próprios, faça a correta separação e não o queime. O lixo orgânico pode ser transformado em adubo veja o passo a passo aqui. 

*E outras dicas sobre como reduzir e reciclar seu lixo aqui.

*Capte água da chuva e a utilize para limpeza do quintal, na lavagem do carro ou onde o uso da água represente desperdício.

*Só ligue as luzes quando realmente precisar, e abra a geladeira apenas quando souber que vai retirar ou inserir algo em seu interior. Não deixe os aparelhos em stand by, retire-os da tomada. 

*Ande mais a pé, de bicicleta ou de transporte coletivo. O IBIO já levantou essa bandeira aquiaqui e aqui.

*Pratique o consumo consciente , que significa não somente repensar se você realmente precisa consumir algo novo, como dar preferência a marcas que impactem menos no meio ambiente, além de utilizar produtos biodegradáveis, entre outros.

*Conecte-se com a natureza. Afinal de contas, a interação com a natureza traz benefícios reais para o corpo e para a mente, além de ajudar a transformar cidadãos comuns em defensores do meio ambiente.

*Aproveite a presença  do sol embarcando na iniciativa de instalar placas solares.

São atitudes como essas que fazem toda a diferença quando falamos em preservação do planeta, além de proporcionar às famílias uma significativa economia de dinheiro em curto prazo. Adotando essas boas práticas é possível fomentar a cultura sustentável doméstica e aplicar a sustentabilidade em sua rotina.

E se você acha que ser sustentável dá muito trabalho e não é possível levar uma vida assim no mundo contemporâneo, o IBIO separou algumas histórias que podem te inspirar:

*É o caso da família britânica que conseguiu reduzir quase toda a sua produção de lixo;

*A história de um economista que viveu mais de um ano sem dinheiro;

*E a redução de consumo da classe média, não por necessidade, e sim por estilo de vida. Vale a pena conferir.

Depois de fazer o “dever de casa” vem a pergunta que não quer calar: E as empresas, que a cada dia associam as suas marcas ao conceito de sustentabilidade, será que fazem tudo o que falam? Os discursos ficam cada vez mais “verdes” e será que as ações também?

Nesse sentido, tivemos uma boa notícia na ultima quinta-feira, a ONU (Organização das Nações Unidas) apresentou uma proposta, com a participação de 27 líderes mundiais, sugerindo entre outras diretrizes, que grandes empresas divulguem os balanços financeiros em conjunto com o relatório de impactos ambientais. Assim começa a aparecer uma luz no fim do túnel em relação à prestação de contas sobre o que é divulgado e o que realmente é feito.  Vai que a moda pega?  Ficamos na expectativa dos próximos acontecimentos, até lá continuaremos a fazer a nossa parte no combate aos danos ambientais.

Viva a Mata Atlântica

27 maio 2013

Hoje se comemora o dia Nacional da Mata Atlântica, bioma que, dentre outras coisas, representa uma enorme importância hídrica abrigando sete das nove bacias hidrográficas do Brasil. E como se sabe, a maioria das atividades econômicas está ligada direta ou indiretamente aos recursos naturais desse bioma, que é considerado um dos mais ricos do planeta em espécies da fauna e flora, além de abrigar uma vegetação bem diversificada.

A oferta de produtos e alimentos essenciais para a nossa sobrevivência vem da preservação e conservação das nascentes, dos solos, dos manguezais e matas, por isso, o prejuízo da degradação dessas áreas é incalculável.

A relação do IBIO com a Mata Atlântica vem desde 2002, quando foi concebido para proteger as florestas e a biodiversidade. De lá pra cá, mudamos a abrangência de atuação, expandindo nossos serviços a outros biomas. Hoje o nosso foco é a água, que está intimamente ligada a preservação das florestas.

Dentro desse cenário, o IBIO vem incrementando a cadeia do reflorestamento, realizando projetos de restauro em parceria com grandes empresas. Dentre eles podemos citar:

• O projeto do Gasoduto Cacimbas-catu, realizado em parceria com a Petrobrás, no sul da Bahia, aonde foram plantadas mais de 130 espécies nativas.

• O projeto de reflorestamento Corredor Monte Pascoal – Pau Brasil, também na Bahia, que virou objeto de estudo do Governo Japonês sobre a viabilidade de aplicação do modelo MDL para projetos de carbono florestal.

• O Projeto de restauração florestal no Parque Estadual da Pedra Branca, considerada a maior floresta urbana do país.

E nesse momento, entre outras atividades, o IBIO é parceiro do Governo do Estado do Espírito Santo no Programa Reflorestar, que visa recuperação de 30 mil hectares de florestas em 3 anos, e, no âmbito da AGBdoce, vem promovendo o mecanismo de Pagamento por Serviços Ambientais na Bacia do Rio Doce, uma das mais degradas do país.

Parcerias como esta ajudam no desafio de diminuir o desmatamento, recuperar áreas degradas, aumentar a quantidade de áreas protegidas, e não deixar de lado a gestão daquelas já existentes. Por essas e outras que o IBIO se empenha cada vez mais, para contribuir com a formulação de estratégias para a conservação e das florestas e dos recursos hídricos, a fim de garantir a oferta de água e alimentos para todos no futuro.

Dia Mundial da Biodiversidade e a importância da água

23 maio 2013

Ontem, dia 22 de maio, foi o dia escolhido pela ONU, como o dia Internacional da Diversidade Biológica. E aproveitando que estamos no Ano da Internacional de Cooperação pela Água, a Nações Unidas resolveu juntar uma coisa com a outra.
Água e biodiversidade estão intimamente ligadas. Todo mundo aqui deve lembrar bem daquele ciclo que a gente aprende na escola.

O acesso à água define como todas as formas de vida ocupam nosso planeta. Mas é o desenvolvimento da nossa civilização que traz impactos mais drásticos a este sistema.
Segundo a ONU, estamos empurrando a terra para uma nova era geológica – a “antropocena”, dominada pela humanidade. Nosso modo de vida está causando impactos nos elementos básicos do clico da água – cobertura de neve, temperatura atmosférica, volume dos oceanos, etc – e isso vai torná-lo ainda mais intenso.

As consequências disso já estão aí. Vários rios já não chegam mais no mar. Até os rios berço da humanidade estão secando. E já tem muita gente sofrendo com isso. Segundo a ONU:

• 800 milhões de pessoas não dispõe de água potável;
• 2.4 milhões de pessoas não tem infraestrutura sanitária adequada;
• 1.7 bilhões de pessoas moram em locais onde a água está sendo extraída mais rapidamente do que a sua capacidade de se renovar.

Para saber mais sobre água e biodiversidade, vale conferir este vídeo:

Water in the Anthropocene from WelcomeAnthropocene on Vimeo.

Se já causamos todo este impacto, dá pra imaginar onde vamos parar para dar conta de uma civilização que não para de crescer?

Por essas e outras é que a água está nos centros das atenções da maioria das discussões que envolvem sustentabilidade e desenvolvimento. Inclusive na do IBIO, que considera o gerenciamento dos recursos hídricos a chave para o desenvolvimento integrado de um território.

Este tipo de discussão ajuda a pensar e a criar novas formas de gerenciar os recursos hídricos, que garantirão a oferta de água para o futuro. A importância do dia internacional da biodiversidade traz a tona a grande responsabilidade que líderes empresariais, governamentais e sociedades têm sobre as decisões que estão sendo tomadas hoje. Afinal, manter viva a diversidade biológica do planeta é um dever de todos.

Muito trabalho e bons frutos para o IBIO AGB Doce

28 abril 2013

O mês que celebra o dia internacional da água tem sido de muito trabalho para o IBIO AGB DOCE. Logo no primeiro dia útil, houve o I Encontro Jurídico de Agências de Bacias, que reuniu em BH, representantes das 5 agências em atuação no Brasil, além de especialistas da área. Os participantes puderam compartilhar e debater sobre os desafios relativos às experiências em cada Agência, questões envolvendo os contratos de gestão, as leis federais e estaduais sobre licitações e contratações, entre outros assuntos. Um passo importante para a gestão dos recursos hídricos no país e para um trabalho mais integrado entre as agências.

Além disso, nas últimas semanas, o Diretor Executivo do IBIO, Eduardo Figueiredo, junto com o Diretor Geral da nossa agência, Carlos Brasileiro, apresentaram a parte dos comitês da Bacia do Rio Doce, uma proposta de atuação conjunta na região.  A premissa do IBIO é que uma gestão mais eficiente do uso múltiplo da agua deve promover um aumento da disponibilidade hídrica, impactando diretamente no desenvolvimento territorial. A expectativa é que a proposta seja apresentada a todos os comitês  conheçam a proposta até o fim de abril.

Seguindo esta mesma premissa, o IBIO teve ainda uma participação importante no Seminário Internacional de Política Regional, que aconteceu em Brasília no inicio desta semana,. Nosso Diretor Executivo foi relator de um painel que discutiu o papel da água no desenvolvimento regional. Este foi um dos maiores encontros de economia regional do mundo e subsidiará a criação de novas políticas de desenvolvimento regional em 2014.

Tanto esforço tem se mostrado recompensador. Prova disso é a nota da AGB Doce no Relatório de Avaliação do Contrato de Gestão da ANA, relativa ao trabalho realizado no ano passado. O IBIO e a Peixe Vivo foram as agências a alcançar a nota mais alta na avaliação: 9,9/10. Sinal de um trabalho dedicado, transparente e eficiente.

IBIO dá os primeiros passos para estabelecer um novo Pacto para a Bacia do Rio Doce

18 abril 2013

Com o propósito de reafirmar as premissas estabelecidas pelo Pacto do Rio Doce, assinado em 2010, entre os Estados de Minas Gerais e do Espirito Santo, o IBIO propôs, aos atuais governadores destes estados, a elaboração de um plano para garantir a disponibilidade de agua na bacia do Doce. No Espírito Santo, o encontro entre o IBIO e o Governador Renato Casagrande ocorreu em Pedra Azul, no dia 13/04. Já o encontro com o Governador Antônio Augusto Anastasia aconteceu em 15/04, na Cidade Administrativa, em BH.

A situação da Bacia do Rio Doce é duplamente emblemática: Em menos de meio século perdeu mais dos dois terços de seus ativos sociais e ambientais, principalmente devido às práticas produtivas que exauriram em grande parte os recursos naturais e econômicos da região.
Recuperar a economia de forma sustentável e restaurar os ativos ambientais são grandes desafios, pois exigem uma mudança cultural e comportamental que resultem em um novo modelo econômico. Entretanto, se analisarmos o valor presente da água, em face de sua demanda, o potencial de incremento de sua disponibilidade e a possibilidade de múltiplos usos, podemos concluir que o processo de revitalização da bacia é viável e atrativa financeiramente.

O Plano Diretor de Disponibilidade de Água (PDDA) tem como base a realização da oferta potencial de água para atendimento da demanda já instalada e potencial, pela adequação ambiental, recuperação de áreas degradadas e infraestrutura de retenção hídrica, de forma a melhorar a qualidade ambiental e promover cadeias produtivas agropecuárias sustentáveis. O Plano tem grande alinhamento com os planos de bacia e com as ferramentas do Sistema Nacional de Gestão de Recursos Hídricos, fortalecendo os Comitês de Bacias como as instâncias de gestão descentralizada do território.

O PDDA apresenta cenários de universalização, em 15 anos, da garantia da disponibilidade da água em quantidade, qualidade e efetividade socioeconômica e ambiental.
A área de atuação abrangerá três milhões de hectares, mais de dois terços da bacia, inclusive as áreas atualmente degradadas e as obrigações de recomposição de Áreas de Proteção Permanente (APP) e Reserva Legal (RL) por meio da elaboração de 40 a 50 Planos de Adequação Socioeconômica e Ambiental de Sub-bacias hidrográficas. Serão dimensionados os instrumentos de pactuação público-privada, envolvendo licenciamento ambiental por sub-bacia com validação no âmbito dos dez comitês de bacia da Região.

Serão envolvidos diretamente, nos primeiros cinco anos 10% dos 150.000 estabelecimentos de agricultura familiar por meio de suas organizações, atuando em 600.000 hectares, com base em 25 contratos de integração, com expectativa de, no mínimo, duplicar sua produtividade por hectare, contribuindo, além disto, para as políticas públicas de segurança alimentar e hídrica.

Desta maneira, ambos os estados – em rede – decidiram induzir a dinâmica proposta, por meio de ações integradas das suas respectivas secretarias de meio ambiente, agricultura, ciência e tecnologia e planejamento, cossignatárias do protocolo de intenções que formaliza a renovação e nova orientação da pactuação.

Os próximos passos para a formalização deste novo pacto é a assinatura do Protocolo de Compromisso entre os Governadores dos dois estados, respectivos secretários e o IBIO, além da entrega de uma carta de intenções ao BNDES, ratificando a importância de projetos desta natureza na região.

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